quinta-feira, 1 de junho de 2017

O Temível Terrible Two!


Olá! Hoje vim falar um pouquinho sobre essa fase que impõe tanto medo a nós mamães, papais, avós, cuidadores... Sim estrou falando do Terrible Two ou terríveis dois anos, conhecido também como a adolescência dos bebês.

Vamos entendeu um pouco o que de fato acontece com nossos bebês nessa fase...

Quando se aproxima os dois anos mais ou menos, o bebê que até então era totalmente dependente de nós começa a desenvolver melhor sua parte motora e com isso ganham mais segurança para correr, pular, escalar, entre outras novidades agregadas ao desenvolvimento em geral. Porém o desenvolvimento emocional ainda está engatinhando, por isso que presenciamos comportamentos de "birras" que muitas vezes nós deixam loucos e sem sabermos o que fazer.

Mas quando procuramos entender o porquê de tanta birra fica um pouco mais tranquilo passar por essa fase.

Um bebê de 1 ano e meio por exemplo, está começando sua fase mais independente, já que a maioria nessa idade já deu seus primeiros passinhos, já conseguem falar algumas palavras e muitos já estão correndo e pulando também rsrsrs porém ainda não são capazes de expressar seus sentimentos e isso é na maioria das vezes o maior incentivo para eles terem os momentos de frustração e que quase sempre resultam em choros excessivos, gritos ou até mesmo chegarem a se jogar no chão. Isso é realmente muito ruim e se esses momentos acontecem em lugares públicos então toma uma proporção ainda maior, pois além de ficarmos chateados por presenciar nossos filhos naquela situação ainda temos que nós preocuparmos com a reação de julgamento das pessoas... Aí é que começamos a nos desesperarmos também. E então o que fazer naquele momento? Fingimos que a criança não é nossa e saímos de fininho? Nos jogamos no chão também e começamos a gritar? Batemos na criança?
Acho que pelo menos já pensamos em pelo menos uma dessas opções rsrsrs




Então o que de fato ajudaria em uma situação dessas? Como deveríamos proceder em um momento desses?

É claro que cada família tem sua maneira de educar seus filhos e por isso não tenho intenção nenhuma de ensinar nada, até porque sou eu quem mais aprende quando escrevo meus textos, já que em meus estudos e experiências do dia a dia guardo em meu coração o que de fato faz sentido para mim e para a nossa família, e é assim que acredito que funciona... nós lemos um monte de coisa relacionado a educação dos nossos filhos e também sempre ouvimos relatos de outros pais, assim compartilhamos nossas experiências e "pegamos" para nós o que os nossos corações de pai e mãe sente que funcionará para a nossa família.

Então vamos as nossas dicas!

5 Dicas para ajudar nos momentos difíceis:


  1. Tenha empatia, coloque-se no lugar de seu bebê e procure entender por que está agindo daquela maneira;
  2. Retire-se com seu bebê do ambiente tumultuado;    
  3. Tente acalmar seu bebê antes de qualquer decisão, nesse momento tente se acalmar também (por mais difícil que possa parecer);
  4. Converse com ele sobre o que aconteceu, faça-o compreender que você entende a frustração dele e explique porque naquele momento o desejo dele não foi atendido;
  5. Mude o foco da situação ocorrida e tente voltar a atenção dele para algo diferente.
Um escritor (que não me lembro o nome agora rsrs) disse uma frase que me fez realmente mudar um pouco o foco do Terrible Two! 
Ele disse o seguinte: "Se perguntássemos para o bebê que está passando pelo Terrible Two o que ele pensa sobre os pais, ele provavelmente iria responder que seus pais estão vivendo os Terríveis Trinta anos, por que para ele também os pais começam a ficar super estressados e qualquer coisa já brigam e ficam impacientes." E esse pensamento não deixa de ser verdade né? quando nos deparamos com um situação pela qual não sabemos como agir a tendencia é ficarmos exatamente assim, mas se pararmos por uns segundo e analisarmos a situação que nossos filhos estão vivendo e tentarmos resolver da melhor maneira possível, tanto eles quanto nós iremos passar por essa tão temivel fase de forma muito mais tranquila!

Espero que tenham gostado do texto dessa semana! Compartilhem com a gente suas experiencias e dicas para tornar esse cantinho mais rico!

Até a Próxima semana!!!          


Priscila Camacho
  

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Mestre cuquinhas na cozinha... Bolo salgado de Atum!

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Amanhã dia 27 de maio de 2017, faremos o nosso Picnic de Dia das Mamães! Então vamos para mais uma de nossas receitinhas... Essa é uma receita deliciosa que minha madrinha sempre faz e que além de super prática é uma delíliaaaaaaaa!

Vamos lá!

Vamos Precisar de:

Massa: 

3 Ovos;
1 Xícara de óleo;
1 Xícara de leite;
5 Colheres de sopa de Farinha de Trigo (bem cheias);
1 colher de sopa de fermento;
1 colher de café de sal (ou a gosto).

Recheio:

Em uma panela refogue cebola e alho, adicione o atum sem o óleo e depois acrescente tomate picado, milho e ervilha e se preferir um pouco de molho de tomate.  

Hoje optei pelo recheio de atum, porém você pode fazer de salsicha, frango, sardinha, etc rsrsrsrs


Como Iremos Preparar:

Coloque todos os ingredientes no liquidificador e bata bem (ingredientes da massa);
Depois coloque esse creme em um tabuleiro médio untado com margarina e farinha de trigo;
Acrescente o recheio por cima da massa até que tenha recheio na maior parte possível do tabuleiro;
Depois é só levar em fogo médio pré aquecido por 30 minutos ou até que fique douradinho e a massa sequinha e se deliciar com esse bolinho delicioso e quentinho!!! 

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Espero que tenham, gostado!

Até a Próxima Receita Pessoal... 


Priscila Camacho

sábado, 13 de maio de 2017

Feliz Dia Das Mamães!

Dizem que dia das mães é todo dia,  e isso é verdade, mas ter um dia todinho nosso é maravilhoso de mais, e não digo isso só pelos presentes, digo por todas as demonstração de carinho,  amor e reconhecimento que recebemos de nossos filhos, marido, familiares e amigos. 
É um dia que também pensamos um pouquinho nessa nossa linda missão, por que ser mãe é realmente divino e devemos valorizar cada segundo, mesmo os momentos mais difíceis...
Quando recebemos o dom da maternidade, muitas das coisas que precisamos saber nos vem intuitivamente, e com o tempo e com as experiências do dia a dia, seguimos nos aperfeiçoando cada vez mais. 
Vejo a maternidade como uma grande escola, onde temos a linda oportunidade de ensinar tudo de bom que adquirimos ao longo de nossas vidas, e acima de tudo, onde aprendemos ser pessoas mais humanas, mais agradecidas, mais sensíveis, onde aprendemos que sorrir é simples e que devemos fazê-lo sempre.
Ser mãe é vibrar e se emocionar com cada conquista de nossos filhos, mesmo que seja o simples fato de conseguir se virar sozinho no berço. 


É estar ao lado deles e fazê-los acreditar que são capazes de tudo!
Devemos ver o dia de hoje como um dia muito especial sim, pois não é uma simples data para o comércio ter mais lucros, é uma data que foi escolhida para celebrar a maternidade e para nos lembrar o quanto ser mãe é lindo e especial!

E para nós que além de mães somos filhas, devemos ver esse dia também como uma oportunidade de agradecer às nossas mães por todo o amor e carinho dedicados à  nós durante todos esses anos e por serem grandes responsáveis pela pessoa que nos tornamos. E devemos agradecer também aos nossos filhos, e ter a plena certeza que o mais lindo de todos os presentes que podemos receber nesse dia é o amor dos nossos filhos.
Então mamães queridas, convido a todas vocês a terem o melhor dia das mães de todos até agora! E terem a plena certeza que são muito especiais e que vocês merecem todo o carinho e amor nesse dia tão lindo que é o dia das mães!


Parabéns Para Nós Mamães!!!


Priscila Camacho

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Fadas, Baleias Azuis e outros...



Gostaria de começar o texto dessa semana compartilhando com vocês um desabafo da Odontopediatra Carolina Câmara Anselmo...



"Não sou de reclamar, mas essa foi muito forte pra mim...

Primeira vez de uma paciente de 7 anos:
Mãe chega na recepção falando ao celular...
Eu chamo a criança, mãe entra falando ao celular...
Pergunto a criança (7 anos chorando, grudada na mãe), o nome dela; mãe responde, falando ao celular... pergunto a idade, mãe responde falando ao celular...
Desisto de preencher o cadastro.
Falo para a menina entrar pra vermos o que estava acontecendo; menina chora, gruda na mãe e mãe (no celular: espera um pouco que vou colocá-la na cadeira); não desligou o celular...
Criança chorando na cadeira somente pra eu ver...
Peço para a criança sair da cadeira e mãe (no celular) me dirige a palavra: vc viu as 3 cáries?
Passo o orçamento (mãe no celular) e ela pergunta se marca com a secretária, digo que sim.
Elas saem, marcam retorno e vão embora, no celular..."
               

Esse relato é mais um caso que apesar de comum ainda nos faz refletir no que de fato é mais importante em nossas vidas... O mundo está mudado e grande parte dessa mudança veio com os avanços da tecnologia, isso é muito positivo para nós, porém devemos tomar alguns cuidados em relação ao tempo disponibilizado na internet, já que a maioria de nossas atividades podemos resolver com o auxilio do computador e celular.
Se pararmos para analisar e quantificar o tempo que nos "dedicamos" a essas tecnologias, logo veremos que realmente gastamos muito tempo em comparação ao que precisamos dedicar a nossa família e amigos...
Será que todo esse tempo é realmente necessários, será que  não conseguiríamos reduzir nem que seja de forma gradativa e termos um tempo de qualidade maior com o que realmente importa em nossas vidas?

Essa minha reflexão veio junto com os problemas que nossas crianças e adolescentes vem encarando com "jogos" que podem destruir uma família inteira. Sabemos que os jogos da Baleia Azul e da Fadinha, são somente mais um risco que nossos filhos podem estar expostos. Existem muitos outros riscos tão graves quanto esse, mas como ultimamente temos escutado muito falar sobre as consequências desses jogos, decidi escrever um pouco sobre o que nós, pais, educadores, avós, tias podemos contribuir de forma positiva para que esses "fantasmas" fiquem bem longe de novo pequenos.


5 Dicas para evitar problemas com o uso indevido da internet:

  1. Nossos filhos precisam de nosso acompanhamento;
  2. Sempre abra espaço para diálogos com eles;
  3. Se interesse pelos conteúdos utilizados na internet;
  4. Estabeleça regras para a utilização de tablets, celulares e ou computadores; 
  5. Converse sempre com seu filho e o deixe a vontade para expor suas duvidas, medos e experiências.



Recomendações de especialistas:

  • Fique atento a eventuais mudanças de comportamento do jovem;
  • Demonstre interesse pela rotina dele;
  • Adolescente com a autoestima em baixa são mais vulneráveis;
  • Evite que ele fique muito tempo na internet;
  • Deixe o computador em local comum e visível da casa;
  • Evite expor na internet informações particulares e dados pessoais;   
  • Denuncie grupos e comunidades suspeitas.




Nossos exemplos são sempre a melhor opção para a educação dos nossos filhos por isso acho ainda mais importante essa mudança de comportamento em nós primeiramente. 
Se falamos para nossos filhos que eles não devem ficar por muito tempo no celular por exemplo, e não conseguimos desapegar de nossos celulares, todo o nosso discurso não servirá para nada.
Eles precisam ter segurança e tranquilidade para poder a qualquer momento falar sobre qualquer assunto conosco, e para isso nós precisamos estar de fato perto deles!


Priscila Camacho

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Explorando Sensações...

É tão gostoso poder sentir o mundo através de nossas próprias mão não é mesmo? Imagina a sensação dos bebês ao terem essas experiências pela primeira vez, já que tudo ao seu redor é novo e encantador! 
Assim que o bebê consegue sentar sem apoio e também é capaz de segurar objetos com firmeza, já podemos apresentar a eles algumas dessas sensações que são tão prazerosas e de grande importância para o desenvolvimento deles. Algumas dessas experiências conseguimos fazer em casa e outras podem ser apresentadas a eles ao ar livre. Em cada uma delas o bebê terá uma experiência única, por isso não se assuste ou desanime caso ele não goste no primeiro momento. 

Então vamos as dicas!



5 Dicas de Experiências com sensações:


  1. Mexer com tinta: Essa primeira dica pode ser feita tanto em casa quanto ao ar livre. Se for realizada em casa, aconselho a forrar o chão com toalha plastica para minimizar o frio do chão e também para proteger da tinta. Já se for realizada ao ar livre dependendo do local não terá problema se ele fizer sua arte em cima do papel mesmo. Sugiro que a tinta seja tinta comestível, para bebês e crianças mais novas, para evitar o risco de intoxicação e depois é só curtir esse momento com seus príncipes e princesas;  
  2. Mexer com Terra: Nessa experiência devemos dar prioridade para ser feita ao ar livre, pois além do mexer na terra o bebê e criança ira também explorar o contato com outros elementos da natureza, como o mato, plantas, flores, árvores e etc. Uma dica legal para fazer em casa, seria legal também plantar uma sementinha em um jarro com seu bebê, pois alem dele mexer com a terra ele também poderá acompanhar o crescimento da plantinha que ele mesmo plantou.
  3. Mexer com água: essa dica é bem simples pois pode ser feita na hora do banho no chuveiro ou até mesmo na banheira. mostre a ele a sensação de colocar a mãozinha embaixo da água ou peça que ele balance a mão para um lado e para o outro dentro da água simulando ondinhas. Normalmente essa experiência e bem gostosa e também bastante aceita entre eles.
  4. Caixa Sensorial: Essa bacia pode ser feita com diversos materiais, texturas e sensações diferentes, mas como hoje meu foco é natureza, sugiro que façam uma bacia com pedras grandes e pequenas, conchas, pinhas e gravetos. Essa opção também é bem simples, basta colocar todos os objetos dentro da bacia e deixar seu bebê explorar as diferentes texturas.
  5. Brincadeira com o Lençol: Essa brincadeira apesar de simples é muito divertida e normalmente os bebês amam. Basta estender um lençol sobre o chão, colocar o bebê em cima de puxar pela casa fazendo zigue-zague. 
Espero que vocês tenham gostado das dicas! aproveite esses momentos para curtirem bem juntinho dos seus pequenos!!!



Priscila Camacho


quinta-feira, 13 de abril de 2017

Uma Páscoa Diferente...

 Normalmente quando pensamos em Páscoa logo associamos a chocolates né?! E como é gostoso comer chocolates rsrsrsrs mas hoje quero direcionar o foco da Páscoa para algo ainda mais maravilhoso do que chocolate! O que seria? Os bons pensamentos e sentimentos que trazem o verdadeiro significado da Páscoa... Gostaria de convidar a todos vocês que acompanham o Nosso Cantinho a ter nesse dia momentos de reflexão sobre essa data que nos remete a amor, compaixão, humildade, respeito ao próximo, a todos os outros sentimentos lindos que conhecemos e também a transmitir um pouquinho de cada um deles a todas as pessoas ao nosso redor. Tenho certeza de que a Páscoa terá um gostinho ainda mais especial dessa forma! Mas é claro que não iremos deixar essa delicia que é o chocolate de fora desse dia, até porque a maioria das nossas crianças adoram ganhar os famosos ovos de Páscoa... Então darei uma dica muito legal para vocês fazerem com seus pequenos na manhã de Páscoa que apesar de ser uma brincadeira bem antiga, continua sendo muito especial e mágica poder viver esse momento com nossos filhos...

Então vamos entender como é essa brincadeira?



 A Brincadeira é a seguinte, vocês irão contar para seus pequenos que bem cedinho antes deles acordarem, o coelhinho foi visitá-los e como ele ainda estava dormindo, ele decidiu fazer uma brincadeira com ele...O coelhinho deixou o ovinho de Páscoa (ou se a criança não come chocolate pode ser um coelhinho de pelúcia ou até mesmo um brinquedo), escondido em algum lugar da casa.

                        


 Porém, para a brincadeira ficar ainda mais divertida ele deixou pegadinhas pela casa para ajudar na caça ao ovo. Vocês podem fazer essas pegadinhas com um pouco de água, de talco ou farinha de trigo e juntar os dedos indicador, anelar, o dedo médio e o polegar e fazer como se fosse um carimbo, assim como nesse vídeo depois é só demarcar o caminho que supostamente o coelhinho percorreu para esconder o ovinho. Depois é só curtir com o seu filho esse momento mágico e encantador.


 
 Depois nos conte como foi essa experiências com seus pequenos!





Priscila Camacho


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Semana da Conscientização do Autismo!



Na semana da conscientização do autismo não poderíamos deixar de falar um pouquinho sobre esse tema, que também ainda hoje é tão pouco compreendido...


Para entendermos um pouquinho mais sobre o autismo irei compartilhar com vocês uma matéria do Doutor Drauzio Varella publicado em 19/04/2011 no site


Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:  

  1. Inabilidade para interagir socialmente;
  2. Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
  3. Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.


Sintomas:

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.

Diagnóstico:

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

Tratamento:

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

Recomendações:

  • Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
  • É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
  • Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
  • Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
  • Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.

Nossa Psicóloga Adriana de Oliveira Cunha, compartilha conosco que ao recebermo qualquer criança no ambiente escolar, abraçamos esse  Ser com todas as suas especificidades, para nós do PPEI, não é importante termos
diagnósticos ou criarmos rótulos . As nossas crianças são recebidas com afeto, proporcionamos a melhor interação e acolhimento, elas observadas para descobrirmos o quanto elas podem nos dar e, principalmente, o quanto podemos oferecer àelas. Autismo, TDAH, Síndrome de Down, Baixa visão, Encefalopatia Crônica da Infância,  Eplepsia ou qualquer outro diagnóstico serve para orientar nossa prática pedagógica, mas ACOLHER  é a nossa principal missão!
Acolher é conscientizar  professores , equipe de apoio, pais e todas as crianças à respeitar e auxiliar uns aos outros, respeitando suas dificuldades e acreditando nas suas potencialidades, a praticar a empatia, a solidariedade, a cidadania e proporcionar as melhores lembranças dessa infância que passa tão rápido e nos marca para toda vida. O autismo nos mostra que nosso mundo é impar e que não podemos pensar numa educação fechada numa caixinha, onde todos aprendem da mesma forma e sentem do mesmo jeito, cada criança dentro do TEA é única, assim como todas as outras crianças da turma, o diagnóstico é um espectro, ou seja, um leque que vai do leve ao grave, mas cada um deles, nos mostra um mundo repleto de desafios e recompensas, mundo intenso que nos ensina a empatia, coragem, persistência e, por fim, a VITÓRIA!
Nesse  mês  dedicado ao autismo, só podemos  dizer que : “ Dedicar um tempo a acolher, ensinar e aprender à cada passo, vale à pena!”



Priscila Camacho