sábado, 3 de novembro de 2018

O Que Esperar Do Desfralde




Quando ouvimos falar em desfralde é comum que sintamos ansiedade, dúvidas e medo desse momento que mais cedo ou mais tarde irá fazer parte de nossas rotinas. Mas será que ele é tão assustador assim? Vamos entender um pouquinho do que essa fase tem para nos mostrar e ensinar, afinal também crescemos em cada conquista dos nossos filhos.

Apesar de ser um desafio para nós esse momento da vida dos pequenos precisa ser visto como algo natural já que é uma fase do desenvolvimento físico e psicossocial da criança.
Para o bebê desde o inicio da sua vida, ele acredita que fazer cocô e xixi é um ato de presentear os pais, afinal é algo que eles mesmos produzem e oferecem a nós a cada troca de fraldas. Então acredito que quando agimos com naturalidade ao trocarmos a fralda dos nossos bebês sem falar que está com um cheiro ruim, ou fazer careta entre outras coisa tão comumente observado isso também ajudará no processo de desfralde.
Pensando nisso e também por ter vivenciado essa fase com os meus dois filhos, tive a ideia de compartilhar um pouquinho da minha experiência.
O início do desfralde do meu filho mais velho surgiu quando ele estava como 1 ano e 10 meses, quando começou a mostrar interesse em usar seu peniquinho, que já estava montado dentro do banheiro há alguns meses antes. 
Comecei a observar que as suas fraldas estavam ficando por mais tempo secas, e nesse momento aguardei ainda mais uns dias para começar o desfralde. 
É recomendado que uma vez sem as fraldas, não devemos voltar a colocá-las. Esse tira e põe das fraldas acaba confundindo a cabecinha deles, e assim não irão entender se já são capazes de ir ao banheiro ou se ainda necessitam usar fraldas. 
Assim depois de observar alguns sinais de que ele estava "pronto" para o começo do desfralde percebi que realmente estava na hora de retirar as fraldas. 
E é justamente nesse momento que geralmente vem o nosso pavor, pois ficamos muito ansiosas em pensar que eles irão fazer xixi na roupa, e realmente isso irá acontecer rsrs ocorrerão alguns escapes ao londo o processo de desfralde, porém é normal e dentro do esperado também. 
Imaginem que eles até esse novo momento faziam xixi e cocô a hora que tinham vontade e foi assim que estavam acostumados desde o início de suas vidas, e agora se vêem tendo que controlar a vontade até conseguirem chegar ao banheiro, e isso realmente não é muito fácil no início. 
Por isso que algumas vezes eles não irão conseguir controlar, ou vão se distrair por algum motivo e assim acabarão fazendo o xixi ou o cocô na roupinha mesmo. 

Mas calma que tudo ficará bem!

Seis sinais de que o desfralde está próximo:

  1. A criança começa a perceber que fez xixi ou cocô e falam que fizeram xixi ou cocô, mesmo que confundam um com o outro rsrs mas o fato é que eles já percebem esse movimento.
  2. Quando a fralda começar a ficar por mais tempo seca, isso indica que seu filho já está começando a controlar os esfíncteres.
  3. Ele irá demonstrar interesse em usar o penico ou o vaso sanitário.
  4. Quando percebe que a coordenação motora do seu filho está mais desenvolvida, uma dica sobre isso é quando eles conseguem dar pulinhos retirando do chão os dois pés juntos.
  5. Ele começa a sentir incomodo quando a fralda está suja e pede para retirá-la.
  6. Ele irá se escondem ou vai para um lugar mais reservado para fazer cocô. 

Doze dicas para tornar esse momento mais tranquilo:

  • Quando não conseguir segurar a vontade e ocorrer o escape, seja paciente com seu pequeno e converse com ele dizendo que ele precisa avisar e pedir para ir ao banheiro, explicando que o lugar correto é no penico ou no vaso sanitário, procure falar de forma tranquila, lembre-se que para eles tudo isso é muito novo, e se falarmos de forma ríspida, isso vai ficar na cabecinha deles como algo negativo o que pode prejudicar todo o processo do desfralde. 
  • Temos que encorajá-los e dizer como é legal eles usarem o pinico ou vaso sanitário e dar parabéns cada vez que conseguem ir ao banheiro sem sujar as roupas. 
  • Uma ideia bem legal que coloquei em prática foi quando incentivei o desfralde dessa forma: cada vez que o João ia ao banheiro ele ganha um adesivo, esse adesivo ele colava na parede, a minha parede do banheiro é revestida com azulejos, porém se não for assim no banheiro de vocês, uma opção é por um quadro de incentivo do desfralde facilmente encontrado na internet, assim ele poderá colar seus adesivos.


  • Essa é uma ideia que funcionou muito bem com ele, porem vocês podem adaptar com algo que ele goste e que seja vista como uma espécie de premiação. 
  • Pergunte ao seu filho se ele está com vontade de usar o banheiro, repita essa pergunta a cada duas horas ao longo do dia, principalmente se forem sair de casa e também sempre antes dele dormir. 
  • Muitas mães também continuam usando as fraldas durante a noite, pois normalmente esse processo é mais complicado e demorado do que durante o dia. 
  • Sobre o processo do desfralde noturno, indico começarem pelo diurno e aos poucos o noturno. Uma dica bem legal é colocar a fralda depois que ele dormir e retirar antes dele acordar, pois isso facilita o futuro desfralde da noite. 
  • Quando decidir retirar totalmente a fralda da noite, você pode utilizar um protetor descartável para colchão e assim diminui o desconforto em caso de fazer xixi durante a noite e também evita sujar tantas roupas de cama.
  • Compre cuecas ou calcinhas dos personagens favoritos deles, e se puder leve-os juntos para que eles mesmos possam escolher suas cuecas ou calcinhas. 
  • Deixe no banheiro a disposição alguns livrinhos e brinquedos para que possam manusear durante o xixi ou cocô.
  • Fale sempre para seu filho o quanto está orgulhosa desse momento e diga que ele está se saindo muito bem.
  • A ultima dica porém não menos importante pois a considero a base de todas as outras é, não antecipe o desfralde do seu filho se realmente perceber que ainda não chegou o momento dele. Cada criança tem o seu tempo e por isso não devemos nos apegar em idade ideal, ou se por acaso a família está cobrando, ou até mesmo se o amigo da escola já desfraldou. O seu filho irá te demonstrar quando chegar esse momento para ele.
Espero que tenha ajudado um pouquinho nesse momento tão importante da vida de vocês. Lembre-se que esse processo é algo tão natural quanto balbuciar, falar, sentar, engatinhar, andar... E olhe para seu filho pois ele irá arrumar um jeito de te mostrar que já estão prontos para a nova fase que chegará!

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Mais mãe, "menas" mãe!


O que me motivou a escrever esse texto foram as diversas histórias que li sobre o assunto.
Algumas mães que tiveram seus filhos por cirurgias cesarianas declarando não se sentirem menos mães porque seus bebês não passaram por suas vaginas. E é exatamente isso, uma mãe não pode ser rotulada como uma boa ou má mãe somente pela via de nascimento pela qual seu bebê chegou a esse mundo, o que para mim é algo óbvio. Mas mesmo assim achei importante escrever sobre isso...

Em contrapartida a mulher que conquistou seu parto vaginal de forma respeitosa, e que tem o desejo de compartilhar esse momento com fotos e vídeos, não quer dizer que é melhor do que a que por opção, ou por ter precisado da cesariana, recebeu seu filho de outra forma.
Somos todas mães e cada segundo de nossas vidas damos o que há de melhor em nós para que eles possam crescer com muito carinho, amor e respeito.

vamos para uma história real? Vou contar um pouquinho sobre a minha:

Sou mãe de dois meninos lindos, o João Pedro de seis e o Gael de 3 anos.
João nasceu de uma cesariana desnecessária que apesar de ter chegado na maternidade com cinco centímetros de dilatação um dia antes da cesária agendada, o meu ginecologista obstetra relatou que eu 'NÃO TINHA PASSAGEM". Sendo assim recebi meu filho duas horas após esse diagnóstico através da cesária, e para mim foi o momento mais lindo da minha vida, afinal independente da via de parto, estava recebendo meu primeiro filho tão esperado e amado.
Desde a gestação dele já tinha interesse pelo parto natural, porém não busquei informação e acabei agendando a cirurgia por medo e insegurança, quem me conhece sabe que isso não me causou traumas, apenas entendo que naquele momento não estava informada o suficiente para conquistar o que meu coração desejava.
Após dois anos mais ou menos engravidei do meu mascotinho, o Gael, e naquele momento decidi ir em busca do parto que tanto desejava, e com isso tive diversas formas de apoios, tive informação de qualidade e segura, tive meu marido ao meu lado, frequentei roda de conversa para gestantes, tive doula e uma equipe que abraçaram comigo esse sonho, e com isso Gael chegou a esse mundo de forma totalmente respeitosa e natural.
Agora eu me pergunto, será que sou uma mãe melhor para o Gael e uma "menas" mãe para o JP? Mas é claro que NÃO! Sou uma mãe como a maioria delas, que deseja o melhor para os filhos e que é capaz de qualquer coisa para dar o seu melhor sempre.
Essa foto expressa bem que os dois recebem todo o meu amor e carinho na criação deles independente da via de parto que tiveram rsrsrs
Então peço de todo o meu coração, respeitem as mães independente das escolhas que elas fazem, ou deixam de fazer, somos todas mães e merecemos esse acolhimento.
Se você está gestante e a via de parto que irá receber seu filho é algo que te traz medos e inseguranças, se informe, busque ajuda de profissionais que saberão te passar informações baseadas nas evidências cientificas sobre as vias de parto seguras e respeitosas e também sobre a cesariana, e a partir desse momento decida com todo o seu sexto sentido de mãe, em conjunto com toda informação que recebeu, qual via de nascimento será melhor para você e para o seu bebê.

Afinal, se fala tanto da "HUMANIZAÇÃO" do nascimento, parto respeitoso, parto natural, entre outras nomenclaturas tão usuais hoje em dia, e se fala tão pouco nessa mesma humanização ao respeito à decisão da mulher que ao meu ver como Doula, educadora perinatal, consultora em amamentação e terapeuta holística, não seria mais humanizadas e ética do que médicos que dão mil desculpas sem base cientifica nenhuma para induzir a gestante à escolherem a cesariana com a única opção de via de nascimento dos seus bebês, ao invés de oferecerem informações verdadeiras para que elas próprias decidam o que de fato faz mais sentido para elas.
Espero que tenham gostado do texto e até o próximo!!!

Fotografias por:
Monik Moreth Fotografia  e Dulce Medeiros Fotografia




quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Shantala - Momento de Vínculo e Amor



A Shantala foi um dos momentos mais lindo que tive o prazer de vivenciar com meus dois filhos o João Pedro (seis anos) e Gael (quase 3) desde os primeiros meses de vida, e até hoje faz parte da nossa rotina da noite. Sempre após o banho, faço a massagem nos dois com uma sinergia (aromaterapia) feita por mim especialmente para aquele momento e eles amam. Quando por algum motivo não faço, eles reclamam e perguntam por que naquele dia não receberam a massagem rsrs

O que a Shantala?



Shantala é uma técnica indiana de massagem para bebês que foi trazida para o ocidente pelo obstetra francês Dr. Frédérick Leboyer após uma de suas viagens para a Índia, quando se deparou com uma cena habitual nas ruas de lá: uma jovem mãe, de nome Shantala, massageava seu bebê em plena rua de Calcutá. Ela era paralítica e o ambiente que ela estava era uma favela.
O médico achou a cena de amor e carinho entre mãe e bebê maravilhosa, e pediu para fotografá-la. Ele observou que o ambiente era completamente hostil, mas a mágica da massagem, com seus movimentos lentos e harmônicos, fazia com que aquele local fosse transformado.
A partir de então a Shantala vem sendo conhecida por mães e pais por todos os benefícios que ela proporciona tanto para o bebê quanto para a mãe e para o pai.


 

E é sobre esses benefícios que quero falar!
Quanto amor cabe nesse momento? todo o amor do mundo! Essa técnica estreita vínculos através do toque carinhoso e amoroso, através da troca de olhares e sorrisos, trás uma sensação maravilhosa de acolhimento e relaxamento tão profunda que sempre ao final de cada massagem nós dois estávamos quase que derretidos de tão relaxados rsrsrs
Além desses benefícios maravilhosos tanto emocionais quanto físicos que relatei, a Shantala também alivia as cólicas, gases e prisão de ventre e devido a suas sequencias de movimentos lentos que conduzem o corpo em uma direção certa, esta massagem ajuda o bebê a dormir melhor.
Então super recomendo a conhecerem esse técnica maravilhosa e praticá-la em seus bebês, tenho certeza que terão momentos lindos!

 

Espero que tenham curtido o texto. Compartilhem suas experiências com a Shantala aqui nos comentários. Iremos adorar saber como foi ter esse momento com seu bebê!!!

Fotografias por:

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Xixi, Cocô e Empatia



Que tema doido não é rsrs Vou tentar me fazer entender...


Aqui em casa temos dois meninos lindos, um de 6 anos e outro com quase 3. Algo que sempre me deixou intrigada é a curiosidade deles sobre o que fazemos no vaso sanitário.
Na internet, temos muitos memes que representam bem a falta de privacidade dos pais quando tem filhos pequenos e vão ao banheiro junto com eles. Por isso acho que não somos os únicos pais a passar pela situação.

Vou contar aqui uma situação que ilustra até que ponto chegamos sobre isso aqui em casa:

- Estou no banheiro e mais uma vez bate na porta um dos meus filhos (como já estão mais crescidos e quando tem gente em casa deixo a porta trancada). Se eu deixasse ele entrar a pergunta seria certa: - É xixi ou é cocô??? e quase sempre em um volume de voz que faz todo prédio saber o que estou fazendo alguma das opções. Não deixei entrar. Por acaso o filho desse dia era o mais velho. Ele não poupou seus recursos para atingir seu objetivo. Aproveitou que já aprendeu a escrever algumas palavras. Foi isso mesmo que você está imaginando. Alguns minutos depois da negativa em abrir a porta eu recebi uma cartinha por baixo da fresta da porta do banheiro. A pergunta ainda tinha uma justificativa. 
No bilhete estava assim: "-Só uma pergunta xixi ou cocô" Sem pontos ou assentos mas entendi bem o que ele queria kkkk

Fiquei me perguntando quanta determinação esses pequenos tem quando se trata do assunto. Para os psicólogos isso tem explicação fácil. Essa fase do desenvolvimento da criança é chama de fase anal, tem haver com desenvolvimento da sexualidade e outras coisa. 
Talvez no caso do meu mais velho não seja mais essa fase. Acredito que no dia ele só pensou em me mostrar algo e queria saber se eu iria demorar mais ou menos tempo ali (descobri isso depois de sair do banheiro). Mas aproveito que não sou psicóloga para observar sendo apenas mãe.
Para entender o que acontece com meus pequenos optei por usar a famosa empatia, e descobri algo muito interessante. Temos em mente sempre que empatia seria a capacidade de se colocar no lugar do outro o que de fato é, mas o que normalmente fazemos é nos colocar no lugar do outro usando nossos sentimentos o que não vai servir de nada já que estamos falando de indivíduos que mal largaram as fraldas (e as vezes nem isso). O lance é usar o que alguns chamam de "Empatia Cognitiva" com um importante detalhe, você precisa saber o que ele realmente está sentindo, só te adianto que é bem difícil regredir nossa mente tantos anos.

Por isso, fiz um exercício de imaginação e proponho ele para vocês:

Pensei: -Sou um bebê, não sei nada do mundo, mas observando as coisas vejo que depois de fazer uma forcinha com a barriga eu me sinto melhor e a pessoa que mais amo fica comigo, tira minha roupa, me faz um carinho...Eu pensaria de cara que meus pais adoram isso! rsrs e cresço só confirmando minha hipótese já que toda hora vem alguém verificar se eu deixei mas um presentinho na fralda. Depois que cresci mais um pouco vejo que meus pais gostam disso também, só que fazem em um lugar super reservado, maneiro pra caramba. Mas, porque não compartilhar esse momento especial? Vou entrar nessa salinha para ver o presente que ele faz também!


Bem, eu tentei entender rsrs. Foi assim que eu imaginei. Fique a vontade para compartilhar a experiencia de vocês também...


Beijo e até o próximo texto!!!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ATÉ QUE IDADE AS CRIANÇAS FAZEM TROCAS NA FALA?

A comunicação é um ato muito importante à vida humana e permite a socialização e sobrevivência em
diversos contextos. A primeira forma de comunicação do bebê é o choro. Logo no primeiro ano de vida, o bebê inicia as primeiras vocalizações e assim vai crescendo e se tornando um comunicador. É importante lembrar que a comunicação não se restringe única e exclusivamente à fala. Ela também é feita através de gestos, expressões corporais e faciais tão importantes quanto as palavras. Os primeiros fonemas da língua são aqueles produzidos com os lábios, como /b/ /m/ /p/, aproximadamente aos 18 meses. Logo depois surgem /n/ /t/ /l/ , e, em seguida, /d/ /c/ /f/ /s/ e /g/ /v/ /z/ /R/ /ch/ /j/, entre 2 e 3 anos. Só mais tarde observamos a produção adequada de alguns fonemas como /lh/ /nh/ e /r/ em diferentes posições na palavra, pois a combinação destes fonemas nas sílabas podem ser complicadores. 

Exemplo: A criança consegue falar rato, mas não consegue pronunciar aranha e prato. 

Idade para aquisição de fonemas:
  • 10 - 14 meses: iniciam-se as primeiras palavras;
  • 18 meses: o bebê já possui um vocabulário de 10 - 20 palavras;
  • 2 anos: poderá atingir até 200 palavras;
  • 2 anos e meio: iniciam-se os usos de frases simples;
  • 3 anos: a criança já consegue compreender mais facilmente as ordens dadas por adultos e já faz uso de novas palavras:
  • 4 anos: Já possui maturidade para pronunciar adequadamente os fonemas da língua.

Fatores que influenciam o desenvolvimento da aquisição dos fonemas:
  • Orgânicos: má-oclusão dentária, alterações congênitas, paralisia facial, respiração oral, perdas auditivas...
  • Funcionais: uso prolongado de bicos (chupeta e mamadeira), dificuldades emocionais, articulação inadequada... 

Como ajudar?
Crianças até os 5 anos ainda pode falar errado pois está no amadurecimento do desenvolvimento da 
linguagem. Nessa idade as crianças também costumam gaguejar sem que sejam considerados gagos. A 
linguagem passa a representar seus pensamentos e elas estão aprendendo a organizar seus discursos e por isso gaguejam. Por isso, não brigue com seu filho e nem ache que ele faz propositalmente. 

5 dicas sobre como agir nestas situações:
  1. Incentive a substituição de bicos (chupeta e mamadeira) por copos;
  2. Procure o serviço de odontologia para avaliação da dentição e oclusão (mordida).
  3. Evite corrigi-lo e chamar sua atenção aos erros. Apenas peça para repetir caso realmente não entenda o que ele disse.
  4. Dê o modelo correto, sempre! Não repita as palavras da forma errada ainda que por brincadeira. Exemplo: “Quer pepeta?” “Olha o cacholinho!” 
  5. Evite reforçar a maneira como ele fala dizendo que acha “bonitinho!”. Nossos pequenos fazem de tudo para agradar sua família e dessa forma continuarão falando errado porque sabem que os pais gostam.
Havendo persistência das dificuldades procure o auxilio de um especialista, a fonoaudióloga. Ela irá 
auxiliar na identificação das alterações de linguagem, fará as orientações e trabalho direcionado para 
melhora de seu filho.



Texto de:
Nathalya Herzer Reis
Fonoaudióloga Escolar
Psicopedagoga
Especialista em Neurociências com Ênfase
em Reabilitação e Aprendizagem
CRFa: 13786-RJ

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Benefícios da Meditação nas Escolas!


Recentemente na revista Ela (O Globo, 1 Julho 2018), foi publicada uma matéria muito interessante chamada: Disciplina Zen, nesta reportagem foram abordados os benefícios da prática da meditação nas escolas. 
A instrutora de práticas contemplativas e mindfulness Bruna Andrade, compartilhou suas experiências positivas e transformadoras através da meditação. Após ter desenvolvido um transtorno de ansiedade por uma rotina intensa de trabalho que tinha e também pela necessidade de estar mais presente com sua família, ela abriu mão da carreira e com a prática meditativa ela viu sua vida se transformar de forma muito significativa.
Atualmente ela realiza um trabalho voluntário no colégio Pedro I, na Barra da Tijuca e afirma que a prática meditativa ajuda na ansiedade, no tratamento de depressão, no estresse e com isso o equilíbrio e a paz passam a fazer parte da vida dos alunos.
Existem diversos tipos de meditações, mas os benefícios que ela proporciona podem ser conquistados com técnicas simples como por exemplo a meditação sem esforço. 

Como realizar a meditação sem esforço:

  1. Encontre um local calmo, onde saiba que não será incomodado;
  2. Sente-se de forma confortável, mantendo a coluna vertebral ereta;
  3. Feche os olhos e esteja ali, no momento presente, sem julgamentos, sem controlar a respiração e ou pensamentos;
  4. Procure não pensar em nada, caso os pensamentos venham, simplesmente os observe e deixe-os ir;
  5. Procure praticar meditação todos os dias por pelo menos 15 minutos, casos no início isso seja difícil, comece com menos tempo e vá aumentando o tempo gradativamente. 
Obs.: Esta técnica precisa ser adaptada para as crianças de forma a tornar esse momento mais lúdico fazendo com que ela tenha interesse em praticá-la.

Dicas de meditações guiadas:

Sabemos que nossas vidas cada vez mais nos traz preocupações, estresses, falta de tempo, e para as crianças não é diferente, já que elas também fazem parte dessa rotina e sofrem com toda essas demandas, por isso é tão importante a prática da meditação nas escolas e os benefícios são observados em sala de aula e na postura do aluno de forma geral.


Dez benefícios da meditação nas escolas:

  1. Acalma e tranquiliza;
  2. Aumenta a capacidade de concentração;
  3. Estimula o autocontrole e o autoconhecimento;
  4. Aumento da empatia 
  5. Maior desenvolvimento cognitivo
  6. Aumenta as habilidades sociais;
  7. Melhora o humor;
  8. diminuição do estresse;
  9. Diminui o cansaço;
  10. melhora a autoestima 
Desde o ano de 2000 a Escola PPEI oferece aos seus alunos aulas regulares de Yoga e meditação e percebe que todos esses benefícios são conquistados por seus alunos ao longo do ano. Eles demonstram interesse pelas aulas e muitos deles querem trazer a prática para as suas casas. 
Um pouquinho desse momento tão gostoso com os alunos do ensino fundamental da PPEI. 
Nesse vídeo a Professora de Hatha Yoga, meditação e Reikiana Helaine Vivas está praticando Bhramari Pranayma (respiração da Abelha) uma técnica para liberar a raiva, frustração e ansiedade!



Meditação é a jornada do som para o silêncio, do
movimento para a calmaria, de uma identidade
limitada para um espaço sem limites.
Sri Sri Ravi Shankar
Espero que tenham gostado... Experimentem esse momento de meditação com seus filhos, tenho certeza de que será maravilhoso. Depois postem fotos e videos para que possamos acompanhar o quanto foi legal praticar a meditação com eles!!!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Namoro ou Amizade?


O tema é complexo, mas vamos lá. Por volta dos três anos de idade a criança começa imitar o que elas vivenciam em família, no grupo de amizades, na escola e na sociedade, esse comportamento é comum e esperado já que nessa fase a criança já é capaz de formar frases e demonstrar seus sentimentos de forma mais efetiva.



Alguns pais se assustam quando seu filho simplesmente diz que a amiga é sua namorada, que vai casar com ela ou ainda que ela é sua vida (frase que meu filho Gael disse ao se referir a uma amiga da turma) rsrs.


E o que fazer em uma situação dessas? Devemos incentivar ou reprimir?

Na verdade cada família tem sua forma de educar, porem, devemos compreender alguns pontos que abrangem esse contexto.


Como já havia dito, as crianças representam as experiências que vivem no meio social e por isso é super natural a verbalização sobre a questão do namoro. As crianças não entendem o namoro da mesma forma que os adultos, elas simplesmente nomeiam como seus namorados aquela amiguinha ou amiguinho pelo qual tenham mais afinidades naquele momento. Para criança ser namorado de algum amiguinho é simplesmente gostar de estar perto, de abraçar e de brincar por exemplo. 


Acredito que podemos agir da forma mais natural possível sem incentivar uma desconstrução do que eles entendem como namoro para a forma que nós adultos entendemos.



Cada fase do desenvolvimento da criança é importantíssima, e essa etapa da descoberta do amigo é linda. 

Essa questão do namoro também passa pela cultura na qual a criança está inserida. Tanto na sociedade quanto no contexto familiar. Por exemplo, no livro "Crianças Francesas não fazem manha" a autora diz que na França os pais respeitam esses amores infantis e entendem a situação como um "pequeno romance" isso ajuda no caso da necessidade de separação dos pequenos rsrsr, se eles precisam mudar de escola e ficam com dor de cotovelo esse sentimento é entendido com real.

Por aqui, acreditamos que cada criança é um ser, com isso, perceber que alguns estímulos são maléficos é muito importante. Estou falando do cuidado com a erotização e abordagens precoces. Em nossa TV, nos vídeos de internet pelo celular e até mesmo nas ruas é comum ver casais se beijando e até exibindo carícias mais intimas. Mais uma vez é o contexto da cultura presente. Não imagino as crianças árabes ou asiáticas sendo expostas dessa maneira. De qualquer forma, proteja ele(a) dessa exposição. Também use sua intuição e observe o seu filho(a), caso perceba algum comportamento inapropriado para idade é importante deixar claro para ele(a) que ainda não é o momento para isso.

Outra dica é, perguntar sempre o que ele acredita ser o namoro ou o que significa para ele o que acabou de falar, isso é muito importante. Lembro de uma história em que uma filha perguntou para mãe o que era "virgem". A mãe muito embaraçada fez uma longa explicação sobre o assunto e no fim a criança perguntou, então o que é "Extravirgem" se referindo aos dois azeites que estavam na mesa. É provável que ao perguntar sobre o que significa o namoro para seu filho(a) a resposta será do tipo "É comer o lanche do lado um do outro" ou "é brincar junto".

Como disse, as crianças são ótimas observadoras, nessa fase elas percebem rapidamente se o assunto é tratado como tabu ou de forma natural. Caso haja uma briga sobre o assunto, dependendo da personalidade, a criança poderá reprimir o sentimento ou querer confrontá-lo. Tanto para os pais quanto para as crianças é importante incentivar o diálogo, assim a criança sentirá que poderá sempre expor seus sentimentos o que acaba sendo um grande aliado na educação.

Temos que enxergar a criança e todo o universo que a rodeia com os mesmos olhos que eles enxergam, tentando ver tudo de forma mais leve e retirando qualquer maldade que a fase adulta trás consigo. Vamos permitir que elas possam vivenciar experiências próprias de cada idade sempre orientando para que se tornem cidadãos que respeitam o próximo!