quinta-feira, 6 de abril de 2017

Semana da Conscientização do Autismo!



Na semana da conscientização do autismo não poderíamos deixar de falar um pouquinho sobre esse tema, que também ainda hoje é tão pouco compreendido...


Para entendermos um pouquinho mais sobre o autismo irei compartilhar com vocês uma matéria do Doutor Drauzio Varella publicado em 19/04/2011 no site


Autismo é um transtorno global do desenvolvimento marcado por três características fundamentais:  

  1. Inabilidade para interagir socialmente;
  2. Dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se ou lidar com jogos simbólicos;
  3. Padrão de comportamento restritivo e repetitivo.
O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger (na qual não há comprometimento da fala e da inteligência), até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

Os estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou improcedente. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre eles, fatores genéticos e biológicos.


Sintomas:

O autismo acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias, mais os meninos do que as meninas. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos. De acordo com o quadro clínico, eles podem ser divididos em 3 grupos:

1) ausência completa de qualquer contato interpessoal, incapacidade de aprender a falar, incidência de movimentos estereotipados e repetitivos, deficiência mental;2) o portador é voltado para si mesmo, não estabelece contato visual com as pessoas nem com o ambiente; consegue falar, mas não usa a fala como ferramenta de comunicação (chega a repetir frases inteiras fora do contexto) e tem comprometimento da compreensão;3) domínio da linguagem, inteligência normal ou até superior, menor dificuldade de interação social que permite aos portadores levar vida próxima do normal.
Na adolescência e vida adulta, as manifestações do autismo dependem de como as pessoas conseguiram aprender as regras sociais e desenvolver comportamentos que favoreceram sua adaptação e auto-suficiência.

Diagnóstico:

O diagnóstico é essencialmente clínico. Leva em conta o comprometimento e o histórico do paciente e norteia-se pelos critérios estabelecidos por DSM–IV (Manual de Diagnóstico e Estatística da Sociedade Norte-Americana de Psiquiatria) e pelo CID-10 (Classificação Internacional de Doenças da OMS).

Tratamento:

Até o momento, autismo é um distúrbio crônico, mas que conta com esquemas de tratamento que devem ser introduzidos tão logo seja feito o diagnóstico e aplicados por equipe multidisciplinar.Não existe tratamento padrão que possa ser utilizado. Cada paciente exige acompanhamento individual, de acordo com suas necessidades e deficiências. Alguns podem beneficiar-se com o uso de medicamentos, especialmente quando existem co-morbidades associadas.

Recomendações:

  • Ter em casa uma pessoa com formas graves de autismo pode representar um fator de desequilíbrio para toda a família. Por isso, todos os envolvidos precisam de atendimento e orientação especializados;
  • É fundamental descobrir um meio ou técnica, não importam quais, que possibilitem estabelecer algum tipo de comunicação com o autista;
  • Autistas têm dificuldade de lidar com mudanças, por menores que sejam; por isso é importante manter o seu mundo organizado e dentro da rotina;
  • Apesar de a tendência atual ser a inclusão de alunos com deficiência em escolas regulares, as limitações que o distúrbio provoca devem ser respeitadas. Há casos em que o melhor é procurar uma instituição que ofereça atendimento mais individualizado;
  • Autistas de bom rendimento podem apresentar desempenho em determinadas áreas do conhecimento com características de genialidade.

Nossa Psicóloga Adriana de Oliveira Cunha, compartilha conosco que ao recebermo qualquer criança no ambiente escolar, abraçamos esse  Ser com todas as suas especificidades, para nós do PPEI, não é importante termos
diagnósticos ou criarmos rótulos . As nossas crianças são recebidas com afeto, proporcionamos a melhor interação e acolhimento, elas observadas para descobrirmos o quanto elas podem nos dar e, principalmente, o quanto podemos oferecer àelas. Autismo, TDAH, Síndrome de Down, Baixa visão, Encefalopatia Crônica da Infância,  Eplepsia ou qualquer outro diagnóstico serve para orientar nossa prática pedagógica, mas ACOLHER  é a nossa principal missão!
Acolher é conscientizar  professores , equipe de apoio, pais e todas as crianças à respeitar e auxiliar uns aos outros, respeitando suas dificuldades e acreditando nas suas potencialidades, a praticar a empatia, a solidariedade, a cidadania e proporcionar as melhores lembranças dessa infância que passa tão rápido e nos marca para toda vida. O autismo nos mostra que nosso mundo é impar e que não podemos pensar numa educação fechada numa caixinha, onde todos aprendem da mesma forma e sentem do mesmo jeito, cada criança dentro do TEA é única, assim como todas as outras crianças da turma, o diagnóstico é um espectro, ou seja, um leque que vai do leve ao grave, mas cada um deles, nos mostra um mundo repleto de desafios e recompensas, mundo intenso que nos ensina a empatia, coragem, persistência e, por fim, a VITÓRIA!
Nesse  mês  dedicado ao autismo, só podemos  dizer que : “ Dedicar um tempo a acolher, ensinar e aprender à cada passo, vale à pena!”



Priscila Camacho


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